Polícia investiga se morte de professora em Caxias tem a ver com seguro de vida

Extra Online
 
A professora Marta Ribeiro casou-se ano passado Foto: Reprodução Facebook

A polícia investiga se um seguro de vida pode estar por trás do assassinato da professora Marta Ribeiro dos Santos Alves da Silva, de 51 anos, morta a tiro, na noite desta terça-feira, no bairro Parada Morabi, em Duque de Caxias, aixada Fluminense. A vítima havia acabado de sair da Escola Municipal Fuzileiro Naval Eduardo Gomes de Oliveira, no mesmo bairro, e seguia para uma igreja Batista, onde era membro, em Imbariê. No momento do crime, Marta dava carona a um casal de professores.
— Há informações de que ela tinha um seguro de vida. Quero confirmar se existe, o valor e os possíveis beneficiários. Vou ouvir o viúvo e os professores sobreviventes. Não dá para dizer se foi execução ou assalto. Vou levar em consideração os possíveis motivos como problemas no trabalho, possível roubo e questões de casamento — afirmou o delegado assistente da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Brenno Carnevale.

Marta foi morta com um tiro no pescoço
Marta foi morta com um tiro no pescoço Foto: Reprodução Facebook
Baleada no pescoço
Segundo a polícia, um carro emparelhou junto ao Ônix azul da professora e bandidos atiraram. Marta teria levado um tiro no pescoço.
Colegas de trabalho e familiares ainda não conseguem entender o que aconteceu. A prima de Marta, Maria Alice Reny Marinho, de 48, disse que a professora não costumava dirigir para longe:
— Ela trabalhava na escola há mais de 20 anos e esse era o único caminho que fazia com frequência.

Corpo de Marta foi velado ba Primeira Igreja Batista em Imbariê
Corpo de Marta foi velado ba Primeira Igreja Batista em Imbariê Foto: Cléber Júnior / Extra
Perto da aposentadoria
Marta tinha duas matrículas no município e faltava menos de um ano para se aposentar em uma delas. A vice-diretora da escola, Valéria Gomes, disse que ela era a professora mais antiga da unidade:
— Ela era muito tranquila, uma excelente pessoa e participava de tudo na escola. Ultimamente, estava como auxiliar de secretaria e na coordenação. Não estava em sala de aula, mas a escola em peso está aqui.
Marta fazia era da Primeira Igreja Batista em Imbariê há cerca de dez anos, onde cantava no coral e dava aulas a crianças de 4 a 8 anos.
— O sonho da vida dela era ser mãe. Gostava muito de crianças. Mas ela se casou ano passado já com uma idade avançada. Foi seu primeiro casamento — contou a amiga Ana Maria Lauredo, de 50 anos.
Por causa do crime, a escola onde trabalhava suspendeu as atividades nesta quarta-feira. O corpo da professora foi velado na igreja Batista e sepultado no Cemitério da Taquara.
A Secretaria de Educação de Duque de Caxias, em nota, lamentou a morte da professora e disse que o prefeito Alexandre Cardoso solicitou uma apuração imediata junto à Secretaria de Estado de Segurança Pública.
Disse ainda que Marta era servidora da rede municipal há 28 anos e que lecionou todo o período naquela escola, trabalhando a maior parte do tempo como alfabetizadora.

Escola ficou fechada nesta quarta-feira para o sepultamento da professora
Escola ficou fechada nesta quarta-feira para o sepultamento da professora Foto: Cléber Júnior / Extra