PF combate esquema de contrabando em Minas e mais cinco Estados

Hoje em Dia
Agentes da PF em casa de empresário na região da Pampulha
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (26) a operação Expresso Canadá para combater esquema responsável pelos crimes de organização criminosa, descaminho e contrabando. Segundo a corporação, o grupo sonegou cerca de R$ 20 milhões dos cofres públicos. O Hoje em Dia está acompanhando a ação.
Em Belo Horizonte, a PF cumpre mandado de busca e apreensão na casa do servidor da receita federal Waldir Lage de Caldas, na Região da Pampulha. Conforme o órgão, ele faz  parte do bando que importava eletrônicos, material de informática e suplementos alimentares de Miami, nos Estados Unidos. Contudo, os produtos eram declarados como se fossem arames e impressoras, que têm alíquota de imposto reduzida.
Além da capital mineira, a operação ocorre na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e no Distrito Federal. Na capital mineira, uma cervejaria e uma firma de móveis para escritórios, localizados no bairro Olhos D' Água, são alvos da ação.
No total, aproximadamente 100 policiais e vinte servidores da Receita Federal cumprem 47 mandados expedidos pela juíza Rogéria Castro Maria de Beli. Dentre eles estão dez de prisão temporária, sendo nove em BH, 16 conduções coercitivas e 21 mandados de busca e apreensão.
As diligências acontecem em sedes de diversas empresas e residências de sócios e servidores públicos, além de escritórios de despachantes aduaneiros em BH, Salvador, Rio, Brasília, São Paulo e Vila Velha (ES).

Crime 
 
​Apurações da PF apontam que os produtos importados chegavam no Brasil pelo Rio de Janeiro e eram enviados para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, na Grande BH. No terminal, servidores públicos facilitavam a fraude.
"Essa prática de substituição de mercadorias estrangeiras de alto valor agregado por outras de baixo valor ou com imposto subsidiado era realizada mediante a apresentação à Receita Federal de documentos com falsa declaração de conteúdo, gerando no período da investigação cerca de 20 milhões de reais em sonegação fiscal de impostos e contribuições federais", revelou o órgão.

Os envolvidos no esquema poderão ser multados e responder por crimes de facilitação ao contrabando e descaminho, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, descaminho, contrabando, além de crimes contra o sistema financeiro nacional.